segunda-feira, março 31, 2008

o governo tem razões que só o espírito pré-eleitoralista conhece

Esta coisa de sobe impostos, baixa impostos, promete que baixa, não baixa quando deve, baixa quando parece que sim, sem se saber bem porquê, é estranha. Mais estranho é o facto de se pensar que baixar impostos é bom e aumentar é mau! O portuguesinho ainda não percebeu que não é quanto se paga que interessa, é o que se recebe em troca! De que vale pagar poucos impostos se pouco se recebe em troca. Estradas pagam-se portagens, Saúde (quando há) pagam-se taxas moderadoras, Ensino (quando há) pagam-se propinas (não tão baixas quanto isso), justiça (paga-se e bem já não falando no que se paga em perdas de tempo). Nem tudo é mau mas sempre que avaliarmos os impostos que pagamos tentemos avaliar o que eles pagam. Na Suécia, país com impostos severos, pelo menos recebem algo em troca e o que recebem é com qualidade. Nós por cá continuamos a tentar ter dinheiro para podermos usar a saúde privada, a educação privada, os serviços privados e assim garatirmos alguma qualidade de vida.

Assim vamos lá tentar introduzir o conceito de ratio (razão): o que entra a dividir pelo que sai, os impostos pagos a dividir pelo que se recebe, isso sim é uma boa medida do uso dos nossos impostos!

Quando a mim se o Governo tinha margem de manobra para aliviar as contas deveria era ter pago o que deve que já não é tão pouco quanto isso, claro está que isso não enchia as páginsa dos jornais nem dava direito a entrevistas em horário nobre a ministros e outros que tal! Os jogos já começaram!

sexta-feira, março 28, 2008

quinta-feira, março 27, 2008

Bonjour mes enfants

Aula nº 25:
Sumário: Stora irrita-se com a utilização de telemóvel. Stora apreende telemóvel. Stora tenta preservar telemóvel apesar das agressões de teenager com o dobro do tamanho e alimentada a MacDonalds. Workshop de realização de curtas metragens.

A verdade é todo este caso se centra num telemóvel, mas não naquele de que toda a gente fala, a causa está no telémovel que filmou. Não fosse este último continuaríamos felizes e contentes com a mesma violência e desautoridade nas escolas (coisa antiga). Ora felizmente para o sistema (palavra bonita esta, usada para definir "coisas") havia 22 câmeras na sala de aula e um puto com ganas de Spike Lee.

Com tanta polêmica em instalar cameras de video vigilânica em sitios problemáticos das cidades, o problema ficou naturalmente resolvido através do mercado de telemóveis. Uma câmera por cidadão!

Agora qualquer aluno que queira afrontar o professor terá de primeiro se certificar que instala o terror nos coleguinhas da sala de aula garantindo assim que nenhum o filma. O mais certo será retirar todos os telémóveis aos coleguinhas. Lá chegará o tempo em que serão os alunos a exigir a ausência de telémoveis na sala de aula para que possam humilhar os professores à vontade. Ficará assim resolvido a razão da supra referida querela. É o sistema (outra vez) a auto-regular-se!

terça-feira, março 25, 2008

Violência nas escolas é um problema que vem de fora, diz secretário de Estado

Querido Valter:

Posso dizer-te honestamente que pudesses tu ler o meu pensamento e encontrarias dezenas de razões para me instaurares processos judiciais sob pretexto de injúria e difamação. Com os melhores cumprimentos.

Será que os nossos governantes têm os filhinhos no sistema de ensino público? Tenho sérias dúvidas

quinta-feira, março 20, 2008

futuro certo

Nove em cada dez cursos adoptaram Bolonha

Notícia em 20/03/2018
Nove em cada dez licenciados são iletrados

serviço público

De todas as asneiras que leio algumas são bastante comuns entre professores (todo o tipo de professores, dos licenciados aos doutorados) Algumas pérolas:
"hadem"
"estivestes"
"tênhamos"
"haviam (muitas coisas a fazer)"
"caiem"

e mais, muitas mais.

Uma das referências que se usa na aprendizagem da escrita é a distinção entre a letra "c" e a letra "q".

Para denominar esta última tenho ouvido alguns dos momentos mais interessantes da pedagogia (deve ser pedagogia ou então arte já que não sei bem o que é!)

"q" de quá quá. A associação ao grasnar não faz sentido! As crianças quando apreendem as sonoridades dos animais ainda não sabem escrever e as que sabem, se não souberem que a palavra se escreve com "q" ficam na mesma. Aliás "quá quá" poderia perfeitamente escrever-se "cuá cuá" não dependendo sequer do tipo de pato!

"q" de perna. Esta, concedo, é eficiente mas antropormofizar uma letra assim, chamando-lhe perneta é um atentado à dignidade da consoante.

"q" de 9. Estas é das piores. O apelo à parecença física (relativa) entre os dois caractéres (nunca sei onde acentuar esta palavra) é triste. Ainda se a relação fosse cabalística mas...*

"q" de quanto. Esta sim é uma boa referência mas ainda assim pressupõe o conhecimento da grafia da palavra "quanto".

A minha sugestão: "q" de "quê?". Não só poderá perfeitamente ser uma resposta às denominaçãoes anteriores como encerra ela mesmo a definição. E neste caso não há qualquer dúvida sobre como escrever a palavra "quê". Excepto em algumas regiões da beira onde se pronuncia "cuê?"


* Como a ignorância é muito atrevida e normalmente ensurdecedora aqui fica uma nota: a referida relação entre o número 9 e a letra "q" talvez seja mesmo de cariz cabalístico ou com proveniência na correspondente gematria. Se formos a ver embora não exista nenhum caracter com a forma de um "q" no hebraico, a correspondência para o grego e em sequência para o cirílico e para o copta vemos um caracter progressivamente mais parecido com o nosso "q" e cujo valor numérico é, pasmem, o 90! Talvez a raiz das figuras "q" e "9" seja a mesma. José Rodrigues dos Santos, pega lá mais uma ideia para pores nos teus best-sellers, cá espero os meus 5% de direitos de autor.

quarta-feira, março 19, 2008

Dia 1 de Abril antecipado

O anúncio televisivo das "Estradas de Portugal".

O nosso futuro ficou mais pobre

Morreu Arthur C. Clarke
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1323084&idCanal=14

segunda-feira, março 17, 2008

e foi assim

É dever de um acessor como moimême ajudar o público a compreender as paravalheiras legislativas do governo. Sobre esta coisa dos piercings.

Conversa entre Deputado do PS (que deseja manter-se anónino) chamemos-lhe (nome falso) Hermenegildo Franco e filha de 14 anos, chamemos-lhe Vanessa.

Vanessa: Mas papá eu já tenho 14 anos e não me podes impedir de ter um piercing no mamilo e outro na língua, aliás já falei com sicrana e vamos as duas.
Hermenegildo Franco: Mas querida, eu dou-te o que quiseres mas não faças um disparate desses, depois arrependes-te e já bem basta o teu irmão achar que quer ser gay!
Vanessa: Não dá papá, o mundo evoluiu e eu quero recuperar os rituais dos nossos ancestrais
Hermenegildo Franco: Espera lá que eu já te digo (não vais poder ir contra o governo e a ASAE)

atenção comité olimpico

Afinal parece que os Jogos Olímpicos de Pequim já começaram. Mas um pouquinho mais para oeste. E com novas modalidades. A reter:

:: arremesso do monge
:: perseguição do monge nas modalidades 100, 200 e 400 metros obstáculos
:: espanca o monge (desporto colectivo - em inglês "spank the monk")
:: luta sino-tibetana (em substituição da tradicional greco-romana)

Conto - XXXII

Nunca lhe perguntaste o que Ela queria, Ela também não to disse, pensava que o seu amor por ti chegava. Temias que Ela tivesse uma resposta concreta e isso te fizesse ver que és tu quem não sabe o que quer!

assim se vê a força do ... partido do governo!!

Zézito organizou mega comício no pavilhão do Académico no Porto. Para mim foi um choque ver que o nosso PM ainda tinha flexibilidade para encher aquele enorme espaço, ali... que cabe um mundo inteiro. Pelo menos é assim que eu vejo aquele pavilhão... pelos olhos de um miúdo de seis anos!

E se não foi um comicio resposta, como todos os ministros, os notáveis e até o "cão de fila aos fins de semana/comentador à semana" do Jorge Coelho se apressaram a notar, então não sei o que foi
É certo que para ter força precisavam de mais cinco ou seis mil pessoas, e fechar a Rua costa Cabral é tão difícil como provocar uma enchente na "papelaria Aranha*" em altura de vendas de manuais escolares. Espero que ná próxima manifestação de regime já entrem os tanques, as chaimites e a infantaria infarpelada em síncrono passo.

A verdade é que Zézito não teve culpa. Os acessores ter-lhe-ão dito: vamos encher um clube desportivo, vamos fechar um avenida de comércio e confluir no Marquês de Pombal! Dito assim e aos ouvidos descuidados, até parece uma coisa em grande! Fosse eu assessor do PM e ter-lhe- ia sugerido antes subir a Rua da Constituição e descer a Latino Coelho com visita à Rua da Alegria, especialmente ao fim da tarde. Aí sim teria um banho de multidão, ou pelo menos acção de entra e sai de carrinha, saltos altos, maquilhagem exagerada e a pronúncia sexy da prostituição na "inbicta" .

Não satisfeito com isto Zézito imiscui-se no banho de multidão da meia maratona. Nas filmagens podia claramente ler-se nos lábios dos seguranças a repetirem ao ouvido de Zèzito. "Isto é tudo para Ti, ó grande Zé, isto é tudo para ti"

última nota: alguns dos apoiantes no comício do PS estavam sob efeito de substâncias psicotrópicas. A título de exemplo o tal homem que ia arrancado o braço à ministra da educação gritando "força ministra, força ministra". Não lhe arrancou o braço mas arrancou-lhe um sorriso... de dor!


*Papelaria Aranha: papelaria minúscula situada na Rua Costa Cabral. Não sei se ainda existe."

sexta-feira, março 14, 2008

números reais

Governo estima adesão à greve de 5,3 por cento e sindicatos de 70 por cento

É pouca esta diferença de números entre governo e sindicatos. Como é habitual, se apontarmos para o meio talvez acertemos na verdade. O país real não está nem nos que conduzem ferrari nem nos que vivem na rua, está naqueles que andam de autocarro. O país real não está nem nos ministros nem nos desempregados, está no operário fabril a recibos verdes. Temos pois um país a três velocidades. Mas sendo o voto igual para todos porque não se esbate esta diferença? A resposta é simples: nunca os auto-proponentes para o topo vêm do país real!

A alternativa para estes números é nem uns nem outros saberem fazer contas, hipótese nunca a descartar! E sobre isto aqui vai uma pérola tirada de um momento pedagógico: a/2=(1/2)*a^(1/2). Uma opção estética, talvez!

segunda-feira, março 10, 2008

cruzamento inesperado II

+ =



actualidade - III

Foi lindo ver praça do comércio e avenida da liberdade cheias de professores aos gritos... e é nisto que se vê a pouca força que têm os professores... pouca força?! sim! pouca força! Alguma vez foi necessário que os médicos ou os juízes ou os donos das construtoras se manifestassem em tão grande número para fazerem valer as suas posições? pois é!

90.000 é um número impressionante mas se contarmos o número de ministros dos últimos 25 anos - 15 e se suposermos que foi esse o número de vezes que as coisas estiveram para mudar e não o fizeram tal equivale a uma manifestaçãod e 6000 professores por ministro, o que se formos a ver bem não é mais dos que os mobilizados pelo PC. Ou seja: tivesse o país tido a coragem de mudar e o erro da trajectória já se teria corrigido.

A acrescentar o facto de parte substancial destes 90000 ter sido já formada durante estes 25 anos de palhaçada em termos educativos e da consequência que isso necessáriamente traz ao sistema e à fomração das próximas gerações.

Uma coisa concedo: os slogans eram bons. Gostei em particukar de chamar Milu à Lurdecas. Será Sócrates o Timtim?

sexta-feira, março 07, 2008

actualidades - ii

A cena dos profs e da ministra: Só o tempo que tenho gasto a acalmar a Lurdinhas e a fazer-lhe massagens e a gastar frascos de laca para manter o penteado quando o desatino é total... dava para escrever um livro.

Algumas notas soltas (se fossem notas de 500€...):

- Lurdecas disse, em tempos, coisas pouco elogiosas dos profs, algumas bem verdade- onde ela falhou foi no publico alvo: os profs baldas não estão muito importados que lhes apontem o dedo, os outros sentem-se ofendidos, pelo que as acusações falham o alvo

- Nunca vi manifestações desta escala quando em causa estava directamente a qualidade de ensino: "60 mil marcham sobre Lisboa mostrando indignação e revolta pela nojenta classificação que Portugal obteve nos relatórios internacionais sobre o nível da formação académica das suas crianças"

- Uma escola é um matriarcado e não se mexe nos lugares que cada um ocupa à mesa. Ninguém troca a nora com a sogra, ou a namorada do neto com a avó. A nomeação de titulares veio estragar a hora do café na sala dos professores.

- As ideias no papel são boas quando não se vive num país subversivo. Tudo se subverte até mesmo as boas ideias. Assumamos que as ideias do ministério são boas (discutível) e necessárias (indiscutivel). Mesmo assim o sistema tende a autopresevar-se e haverá sempre situações de rídiculo, de injustiça e de prevaricação e fraude. Mesmo que essas situações sejam contornadas e mesmo que os resultados a médio prazo sejam bons, já ninguém acredita neles porque o sistema está farto de gerar "falsos positivos", com os ministérios a serem os primeiros a criar e propagandear essas falsas melhorias, ergo o sistema tende a ficar na mesma.

- Depois de receber telefonema a convidarem-me para mediar a discussão entre profs e ministerio, reflecti, recusei (não gosto de me misturar nem com uns nem com outros e sei que a Lurdecas tem um lugar no seu coração para mim) e ainda assim fiz a seguinte proposta: experimentem dar uma semana de férias a mais a todos os professores e vejam se tudo isto não passa. (não estou a dizer que os profs não gostam de trabalhar... só não estão é já habituados a trabalhar como os outros)


Nota: Vinte anos passaram e o país está na mesma ou pior. Das duas uma ou o(s) governo(s) é(são) maus e a culpa é do povo que os elegeu, ou o(s) governo(s) é(são) bons e a culpa é do povo que não dá mais. Eu assumo a minha cota parte de culpa.


.... está na hora ... está na hora,... já agora trablahem mais nos slogans... são bem fraquinhos

segunda-feira, março 03, 2008

actualidades - parte I

Por aqui tem estado tudo muito calmo. A culpa é da falta de tempo: entre a preparação da entrevista de Zézito na Sic aquando dos três anos de governação, o parecer sobre o empréstimo à CM Lisboa, a preparação dos prós e contras com a ministra da Educação, já para não falar do discurso de Nini apelando à serenidade e a formação da polícia para o "derby" lisboeta, tudo um pouco se passou. Vida de acessor é muito difícil!

Zézito na Sic: Tiveste bem ó Zé. Também a verdade é que os jornalistas limitaram-se a ler as parangonas dos jornais e a avaliar pelo desenrolar da entrevista esses jornais foram o "destak" e o "metro". Ainda assim para um país de origami não estiveste mal. Contiveste o teumaufeitio e foste condescendente com os jornalistas conferindo o tom quase paternalista do "perdoas-lhe Pá que eles não sabem o que dizem".

Empréstimo à CM Lisboa: Lá enviei o meu parecer dizendo que sim, que me parece bem que seja dado o empréstimo à câmara, porque sim e porque sou um dos credores e porque todos deviam ter as mesmas hipótese que o filho do JG, mesmo que isso signifique perpetuar a má gestão, os milhões gastos em acessores como moimême e endividar as gerações seguintes. Aliás, parece-me que já estamos a endividar gerações que já nem vão existir a avaliar pelo aquecimento do planeta... e daí... haverá sempre as baratas, os góticos e os empreiteiros, mas também sei que nenhuma das espécies paga dívidas.

... à suivre... to be continued